sábado, 12 de junho de 2010

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Um pouco e um pouquinho mais

Mês passado fui com minhas companheiras da Comuniarte à Escola Municipal Santos Anjos, na Cruzada São Sebastião do Rio de Janeiro, no Leblon. Fomos divulgar o trabalho que realizamos no Centro Paroquial Santos Anjos. Somos um grupo de sete terapeutas: psicólogas, arteterapeutas, musicoterapeutas, e atendemos crianças e adultos daquela comunidade.

Contamos “As Panquecas de Mama Panya”, de Mary e Rich Chamberlain. Essa é a minha história do momento, pois tem tudo a ver com o que estou vivenciando. Não por acaso. Quando escolhemos uma história, nem sabemos direito porque nos identificamos com ela. É claro que pensei na praticidade de contar a mesma história que estou trabalhando no Colégio São Paulo. Na escola estamos pesquisando a África, seus animais, seus contos, seus povos e economia. Escolhi a história porque, sem o saber, ela simboliza minha situação aqui e agora.

O texto conta a história de um garotinho muito falante e simpático, que mora sozinho com sua mãe em uma casinha muito simples. Ele adorava panquecas e Mama decide preparar este prato para o jantar. Com pouquíssimo dinheiro, os dois foram à feira comprar os ingredientes, mas o menino convidou os nove amigos que foram encontrando pelo caminho. Não adiantou sua mãe explicar que o dinheiro era curto e que seria impossível fazer panquecas para tanta gente. O menino tinha convicção de que ao final tudo iria dar certo, afinal eram seus melhores amigos. De fato, à medida que chegavam, os convidados traziam sua contribuição para a festa: um pouco de leite, outro de farinha, bananas, um pouquinho de temperos e alguns peixes. Com tantos presentes, Mama preparou um banquete com muita música e fartura.

Assim foi também o nosso “banquete”. Verificamos nossas agendas e encontramos uma brecha no pouco tempo que temos. Musicamos a história com os poucos recursos que temos: uns dois ou três acordes, meia dúzia de instrumentos. Ensaiamos um pouco e um pouquinho mais e fomos. A alegria das crianças em nos receber foi tamanha que nos encheu de satisfação. Contamos e cantamos, sorrimos e todos desenharam.
Como o menino da história, ao final, refleti: sou mesmo uma pessoinha feliz, pois tenho histórias para contar e os melhores amigos do muuuuundo!