quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Viva nós!!!!!!!



Uma manhã feliz!


Muito bom reunir amigos e celebrar uma conquista. Amigos de todas as idades: os amigos de sempre, os amigos recentes e os amigos que estão chegando agora.

O meu maior desejo é cultivar a alegria. Alegria para sempre!

Nas fotos do Guigo Gomes:
Graça Lima, Laura Van Boekel, Alexandre de Castro Gomes, euzinha, Cris Alhadeff e Nina.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Lançamento de Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu!


Finalmente! Lançamento de Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu!, meu novo livro lindamente editado pela Escrita Fina Edições. As ilustrações estão belíssimas e são obra da fabulosa artista Graça Lima. Teremos festa! Sim, na Livraria Argumento do Leblon, dia 24 de outubro de 2010, às 11h00. Contarei a história manipulando um lindo boneco confeccionado pelo Estúdio A Caixa Mágica, amigos de São Paulo.

Aguardo vocês!

A Livraria Argumento fica na Rua Dias Ferreira, 417, Leblon, Rio de Janeiro.
Beijo, me liga. Tchau, MIAU!!!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu!


Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu!
Editora: Escrita Fina
Literatura infantojuvenil
ISBN: 978-85-63877-00-0
Formato: 24x18 24p
Ilustrações: Graça Lima

Toca a banda na praça e o tatu sai da toca. Dança tanto, tanto que, tonto, confunde sua toca com a tuba do Tito.
E agora tem tatu na tuba e muita confusão à vista!

domingo, 11 de julho de 2010

Histórias de meia sola

Sapatos sapatinhos sapatilhas

Escrevo ainda sob o impacto de ter assistido a HISTÓRIAS DE MEIA SOLA, produção argentina que veio participar do 8° FIL (Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens). Dizem que é assim que se escreve crítica: sob o impacto das sensações e emoções provocadas pela obra - isso eu não sei, o que sei é que voltei para casa encantada e ofegante. Ainda nem tirei meus sapatos e já estou aqui dedilhando estas palavrinhas.

Tentarei ser breve como o espetáculo da Cia Fernán Cardama. Em cena apenas o ator/autor/titeriteiro Fernán Cardama (argentino radicado na Espanha), que representa Aquiles Petruchelli, um sapateiro que herdou de seu pai e de seu avô a capacidade de não apenas consertar, mas compreender os sapatos. Em sua micro oficina o personagem conta histórias manipulando sapatos de todos os tipos: tem sapato dançarino de tango, tem bombeiro, roqueiro, helicóptero, ambulância, tem família... e tem também uma curiosa versão de Chapeuzinho Vermelho contada sob o ponto de vista dos sapatos dos personagens da história. E eu que pensava que já conhecia todas...

Sou uma aficcionada por sapatos e, claro, por teatro de animação - aqui, teatro de objeto, estou feliz e saciada, como raramente: o ator faz poesia com poucos recursos cênicos, mas com absoluta precisão técnica. A experiência como clown certamente alicerça seu modo particular de contar, sem excessos e trejeitos apelativos. Argentino e cidadão do mundo, particular e universal. E os sapatos? Reais, queria-os todos.

Nesse pequeníssimo espetáculo de 45 minutos, onde sapatos ganham alma, ganho eu: ânimo e a certeza de que o menos é tudo de bom.

Congratulo Karen Accioly, que mais uma vez comanda este belíssimo FIL.


quem viu sorriu
quem não viu
tem de ir ao FIL!

sábado, 12 de junho de 2010

Foto!!

Um pouco e um pouquinho mais

Mês passado fui com minhas companheiras da Comuniarte à Escola Municipal Santos Anjos, na Cruzada São Sebastião do Rio de Janeiro, no Leblon. Fomos divulgar o trabalho que realizamos no Centro Paroquial Santos Anjos. Somos um grupo de sete terapeutas: psicólogas, arteterapeutas, musicoterapeutas, e atendemos crianças e adultos daquela comunidade.

Contamos “As Panquecas de Mama Panya”, de Mary e Rich Chamberlain. Essa é a minha história do momento, pois tem tudo a ver com o que estou vivenciando. Não por acaso. Quando escolhemos uma história, nem sabemos direito porque nos identificamos com ela. É claro que pensei na praticidade de contar a mesma história que estou trabalhando no Colégio São Paulo. Na escola estamos pesquisando a África, seus animais, seus contos, seus povos e economia. Escolhi a história porque, sem o saber, ela simboliza minha situação aqui e agora.

O texto conta a história de um garotinho muito falante e simpático, que mora sozinho com sua mãe em uma casinha muito simples. Ele adorava panquecas e Mama decide preparar este prato para o jantar. Com pouquíssimo dinheiro, os dois foram à feira comprar os ingredientes, mas o menino convidou os nove amigos que foram encontrando pelo caminho. Não adiantou sua mãe explicar que o dinheiro era curto e que seria impossível fazer panquecas para tanta gente. O menino tinha convicção de que ao final tudo iria dar certo, afinal eram seus melhores amigos. De fato, à medida que chegavam, os convidados traziam sua contribuição para a festa: um pouco de leite, outro de farinha, bananas, um pouquinho de temperos e alguns peixes. Com tantos presentes, Mama preparou um banquete com muita música e fartura.

Assim foi também o nosso “banquete”. Verificamos nossas agendas e encontramos uma brecha no pouco tempo que temos. Musicamos a história com os poucos recursos que temos: uns dois ou três acordes, meia dúzia de instrumentos. Ensaiamos um pouco e um pouquinho mais e fomos. A alegria das crianças em nos receber foi tamanha que nos encheu de satisfação. Contamos e cantamos, sorrimos e todos desenharam.
Como o menino da história, ao final, refleti: sou mesmo uma pessoinha feliz, pois tenho histórias para contar e os melhores amigos do muuuuundo!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Guto


Este é o guto, um gatinho muito travesso. 
Desenho de Fernando Torelli.
do Livro: Gato Mia

domingo, 16 de maio de 2010

Histórias têm gostinho de quero mais


MAMA ÁFRICA

Recentemente, em um encontro entre pais, educadores e alunos de Educação Infantil do Colégio São Paulo (Rio de Janeiro), contei a história de Adika, um menino muito simpático e louco por panquecas. Chamei de MAMA ÁFRICA a esse reconto que fiz do livro As Panquecas de Mama Panya, de Mary e Rich Chamberlin, editado pela SM. Minha intenção foi mostrar, através dessa divertida história, que a amizade e a solidariedade podem ajudar a combater as dificuldades. No conto, a carência de recursos financeiros e a falta de alimentos puderam ser minimizados através da cooperação.

Tenho especial adoração por contos de boca, que viajam de um continente a outro divulgando costumes e poesia, recebendo acréscimos e impressões ao ser contado por novos narradores. Sinto um enorme prazer quando as crianças, dias depois de conhecerem uma história, pedem para que eu a reconte, ou digam que contaram em casa para seus pais, ou que me mostrem desenhos ou outros livros semelhantes. Sinal de que a história não acabou e continua a ser elaborada por eles de outra maneira, muitas vezes inconscientemente.

MAMA ÁFRICA foi um dos contos mais aplaudidos pelos ouvintes na biblioteca daquele colégio. Algumas famílias mandaram recados pelas crianças pedindo que eu mandasse a receita das deliciosas panquecas de banana que inseri na história. Confesso que incluí a receita na narração para provocar sensações na platéia. Vocês sabem que quem conta um conto...

Então, para lembrar essa história e os momentos felizes que ela provocou, elaborei uma receita que foi aprovadíssima pelo pessoal lá de casa. Publico aqui para quem se habilitar a testar.

RECEITA DE PANQUECAS DE BANANA DA MAMA

RECHEIO
INGREDIENTES:
6 bananas prata bem maduras cortadas em rodelas de mais ou menos 0,5 cm
6 colheres de açúcar
1 pauzinho de canela
4 cravos da Índia
canela em pó a gosto

Coloque o açúcar em uma panela e leve ao fogo brando. Acrescente um pouquinho de água. Quando o açúcar dissolver, acrescente um pouco e um pouquinho mais de água. Então acrescente as bananas, a canela em pau, os cravinhos da Índia. Mexa com delicadeza para que as bananas não grudem no fundo da panela. Em cerca de 10 minutos as bananas estarão cozidas. Deixe ainda um pouquinho mais no fogo para que fiquem com uma linda cor dourada. Tire do fogo, coloque em uma tigela bem bonita e reserve. O perfume invadirá a casa, você vai ver. Ou melhor, sentir.

MASSA
INGREDIENTES:
2 xícaras de leite
1 xícara de farinha de trigo (eu uso a integral)
1 colher de sopa de amido de milho
2 ovos inteiros
1 pitada de sal (um pouco e um pouquinho mais)
1 pitada de canela (assim elas ficam bem moreninhas)
1 raspadinha de noz moscada

Bata no liquidificador todos os ingredientes. Em seguida, acenda o fogão e coloque uma colherzinha de manteiga em uma frigideira. Assim que a manteiga derreter, despeje uma concha de massa na frigideira e aguarde o cozimento. Vire a massa com uma espátula ou escumadeira e aguarde alguns minutos para que a panqueca cozinhe por igual dos dois lados. Retire e aja da mesma forma até que todas as panquecas fiquem prontas.

Sim, as primeiras ficam bem feinhas...

De vez em quando, antes de despejar a massa, coloque um pouquinho mais de manteiga na frigideira para não grudar. Se você for craque, dá até para fazer uma performance e jogar a panqueca para o alto e amparar na frigideira quando cair. È muito divertido! Essa quantidade de massa faz mais ou menos 12 panquecas (eu gosto das menores e mais gordinhas).

Quando as panquecas ficarem prontas, polvilhe com canela em pó as bananas, que já devem ter esfriado um pouquinho. Sirva com sorvete, lascas de queijo prato ou queijo bola. Nesse domingo servi com sorvete de gengibre. Hummm! É que lá em casa gostamos de sabores exóticos. Para acompanhar, servi água mineral gasosa com gelo e suco de limão. Delícia!

Pronto. Agora é compartilhar e saborear. Mas lembrem-se: a festa começa e termina na cozinha, com todos ajudando e se divertindo.

E acabou-se o que era doce e quem comeu arregalou-se!

PS: Gostou? Escreva pra mim e conte sua experiência.